O sussurro do rio
Ao sussurro do rio
Paro para escutar
Águas verdes impolutas
Que correm para o mar.
ao chorão que se pende
e em teu leito desaba e
se rende.
Ao canto do melro
Que agitado bate as asas
Para logo de seguida
Imponente, sair em
retirada.
À copa das árvores, grandiosas
O vento sussurra
Agita-lhe os ramos
E os raios de sol
Expondo as incautas folhas
Singelas,
graciosas.
E o rio sussurra.
E com este pensamento
Sinto-me mudar,
E, sem saber,
Entro no mais puro de
mim.
Quebro as amarras
Permito-me levitar
Ao som das tuas águas


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