segunda-feira, 10 de setembro de 2012





O sussurro do rio

 

Ao sussurro do rio

Paro para escutar

Águas verdes impolutas

Que correm para o mar.

ao chorão que se pende

e em teu leito desaba e se rende.

Ao canto do melro

Que agitado bate as asas

Para logo de seguida

Imponente, sair em retirada.

À copa das árvores,  grandiosas

O vento sussurra

Agita-lhe os ramos

E os raios de sol

Expondo as  incautas folhas

Singelas,

graciosas.

E o rio sussurra.

E com este pensamento

Sinto-me mudar,

E, sem saber,

Entro no mais puro de mim.

Quebro as amarras

Permito-me levitar

Ao som das tuas águas


Que me devolve a calma.